Marcelo presidente

Marcelo Rebelo de Sousa - Clube da Alameda

Temos tentado mostrar, desde há bastante tempo, que política feita com mais pragmatismo e menos ideologia é a marca dos países socialmente desenvolvidos. Se isto é válido para a governação, é mais válido ainda para cargos não-executivos, como é o caso do Presidente da República, em Portugal, país que, apesar de tudo, tem mostrado uma significativa maturidade eleitoral, não embarcando, desde a Revolução de Abril, em aventuras ideológicas radicais. Assim, independentemente das simpatias pessoais, há que tentar perceber o que levou as pessoas a oferecerem-lhe de bandeja a vitória mais fácil, em eleições democráticas, desde o 25 de Abril.

Há três razões essenciais.

1ª- Sampaio da Nóvoa, o único candidato que poderia forçar Marcelo a uma segunda volta, cometeu um erro crasso. Precisamente, não ter percebido o que dissemos acima. Além das pessoas não quererem mais ideologia (a maturidade da maior parte do eleitorado português, prova-o), muito menos a aceitam num cargo não-executivo, como o de Presidente da República. Ora, Sampaio da Nóvoa não entendeu isto. Procurou afirmar-se, precisamente, mostrando que tinha uma ideologia. Fez uma enorme confusão. Deveria ter-se afirmado, pelo contrário, por novas ideias (uma vez que lhe era difícil apresentar um grande currículo político). Esta confusão constituiu, desde o início, o anúncio da sua derrota.

2ª- Marcelo Rebelo de Sousa, esperto como é, percebeu de forma clara que não deveria introduzir mais ideologia no debate. Procurou apresentar-se como um candidato de todos os credos. Mostrou que queria unir em vez de dividir. Afirmou-se pela competência pessoal de professor de Direito, de constitucionalista, de intérprete maior da Constituição, que é um dos papéis essenciais de qualquer presidente, como se sabe. Esta tática permitiu-lhe apresentar-se perante o eleitorado mais indeciso como o menos mau dos candidatos. E, como se sabe, é o menos mau quem ganha (quase) sempre as eleições.

3ª- Como pano de fundo, há que ter em conta as circunstâncias políticas em que se deram estas eleições. Como sempre, a Esquerda apresentou-se com vários candidatos (mais uma vez, a ideologia). O PS apresentou-se dividido. O PCP apresentou um candidato que nem 4% dos votos obteve. O Bloco teve uma boa votação relativa e com isso cantou vitória: o seu objetivo era esse, e não evitar a vitória de Marcelo. Enfim, mais uma vez por questões ideológicas, a Esquerda apresentou-se dividida e sem candidatos credíveis. Isto facilitou enormemente a missão de Marcelo.

Posto isto, há que dizer que, depois de Cavaco, pior é impossível. Veremos como se porta o novo Presidente. Afinal, é difícil de prever o que fará o personagem mais imprevisível da política (à) portuguesa. Por nós, damos-lhe o benefício da dúvida. Esperamos que o aproveite bem.

———————————————

Foto: Pedro Ganadeiro, Global Imagens.

Ranking dos 10 políticos portugueses mais detestáveis

plenário1- Cavaco Silva, “O Conspirador”.

2- Nuno Crato, “O Contabilista”.

3- António Costa, “O Náufrago”.

4- Raquel Varela, “A Anarquista”.

5- Paulo Portas, “O Oportunista”.

6-Marcelo Rebelo de Sousa, “O Quadrilheiro”.

7- Catarina Martins, “A Sonhadora”.

8- Jerónimo de Sousa, “O Petrificado”.

9- Passos Coelho, “O Liberal”.

10- Sampaio da Nóvoa, “O Citador”

——————————————————————————————————–

E este é já o nosso oitavo ranking, o que significa, dada a periodicidade semestral, que já passaram quatro anos desde o primeiro. O último, antes do de hoje, foi no dia 10 de abril de 2015. Nesse constavam os nomes de Marques Mendes, “O Concentrado”, Poiares Maduro, “O Infrassumo” e José Sócrates, “O Engenhocas”. Foram substituídos no presente ranking por Jerónimo de Sousa, “O Petrificado”, Sampaio da Nóvoa, “O Citador” e António Costa, “O Náufrago”. Cavaco Silva, “O Conspirador”, mantém a liderança, consecutivamente, desde o primeiro ranking.

———————————————————————————————————

As legislativas de 2015

cavaco-silva1
Cavaco não comparecerá nas cerimónias do 5 de outubro para “analisar o resultado das eleições”. Mais uma atitude deplorável do mais deplorável Presidente da República de Portugal.

Amanhã Portugal vai mais uma vez a votos e não há que esperar nada de novo. A Direita unida, a Esquerda desunida – é esta a constante desde o 25 de abril, em Portugal e, historicamente, em todo o mundo.

A atitude do BE e do PCP é a de continuarem a afirmar que o sistema (capitalista) está viciado, que as regras são injustas, que os árbitros estão comprados, que há privilégios para uns que outros não têm, enfim, que é preciso romper com o sistema e mudar as regras.

(Isto faz-me recordar o discurso do presidente de um certo clube que, por sinal, é o meu).

No meio desta polémica (um tanto estéril) sobre o “modelo” ideal de sociedade, introduzida quotidianamente no ambiente político pelo BE e PCP está – entalado – o PS: acusado pela Direita de querer alinhar com quem quer romper com o sistema e pela Esquerda de não querer abandonar o atual. 

Estes dados bastante simples já eram conhecidos há muito. Face aos mesmos, qual foi a estratégia do “entalado” PS? Querer agradar a gregos e troianos – uma ambiguidade que lhe custará caro. António Costa deveria saber que, nesta competição, as jogadas para golo não se constroem nas laterais, mas sim pelo Centro do terreno. E isto também não é novo; de facto, é uma tendência que se verifica em toda a Europa.

Se ganhar, o PS será derrubado por iniciativa dos mesmos de sempre – aqueles que lhe exigem que rompa com o “sistema”. Porém, com tanta ambiguidade, o PS é mesmo capaz de perder; há gente que não gosta do governo, mas que não vê neste PS uma alternativa credível.

Perante estes dois cenário prováveis, a única coisa que parece certa é que ninguém (PS ou PàF) vencerá com maioria absoluta, o que dará, sem mérito, um prémio de consolação (que será celebrado como uma vitória) aos partidos anti-sistema – BE e PCP.

Assim, não haverá amanhã um vencedor claro, mas apenas um perdedor – o país – pelo menos até as próximas eleições legislativas, as quais ocorrerão seguramente muito antes de 2019. 

—————————————————————–

Foto de Cavaco Silva retirada de http://www.declinioqueda.wordpress.com

Ranking dos 10 Políticos Portugueses Mais Detestáveis

plenário1º- Cavaco Silva, “O Conspirador”.

2º José Sócrates, “O Engenhocas”.

3º Nuno Crato, “O Contabilista”.

4º Paulo Portas, “O Oportunista”.

5ª Raquel Varela, “A Anarquista”.

6ª Catarina Martins, “A Sonhadora”.

7º Marques Mendes, “O Concentrado”.

8º Rebelo de Sousa, “O Quadrilheiro”.

9º Poiares Maduro, “O Infrassumo”.

10º Passos Coelho, “O Liberal”.

——————————————————————————

O último ranking data de 23 de outubro de 2014. Em relação ao mesmo, salienta-se a entrada de duas senhoras, bem para o meio da tabela, Raquel Varela, ” A Anarquista”, e Catarina Martins, “A Sonhadora”. Saídas de João Semedo, “O Inquisidor”, e Nuno Melo, “O Malandreco”. Cavaco, “O Conspirador”, mantém a liderança há sete rankings consecutivos, ou seja, desde há mais de três anos. Nuno Crato, “O Contabilista” entra no pódio. O ranking é atualizado de seis em seis meses.

Ranking dos 10 políticos portugueses mais detestáveis

1º – Cavaco Silva, “O Conspirador”

2º – Nuno Crato, “O Contabilista”

3º – Paulo Portas, “O Oportunista”

4º – Passos Coelho, “O Liberal”

5º – Rui Machete, “O Incompreendido”

6º – Poiares Maduro, “O Infrassumo”

7º – Nuno Melo – “O Malandreco”

8º – Aguiar-Branco – “O Consultor”

9º – João Semedo – “O Acusador”

10º – António Seguro – “O Desastrado”

Face à classificação de há 10 meses (01/03/2013), releva o seguinte. “O Conspirador” mantém, incontestável, e desde sempre, o primeiro lugar. Entradas de Rui Machete, Poiares Maduro, Nuno Melo (um regresso), Aguiar-Branco e João Semedo. Saídas de Miguel Relvas, “O Hedonista”, João Jardim, “O Troglodita”, Vítor Gaspar, “O Apontador”, Rebelo de Sousa, “O Quadrilheiro” e Marques Mendes, “O Concentrado”.

Ranking dos 10 políticos portugueses mais detestáveis

1º Cavaco Silva,”O Conspirador”

2º Miguel Relvas, “O Hedonista”

3º Passos Coelho, “O Liberal”

4º Nuno Crato, “O Contabilista”

5º António José Seguro “O Desastrado”

6º Alberto João Jardim, “O Troglodita”

7º Paulo Portas, “O Oportunista”

8º Vítor Gaspar, “O Apontador”

9º Marcelo Rebelo de Sousa, “O Quadrilheiro”

10º Marques Mendes, “O Concentrado”

Face à classificação de há 5 meses (29/10/2012), releva o seguinte: entradas de António José Seguro, Nuno Crato, Vítor Gaspar e Marques Mendes; manutenção incontestável do primeiro lugar, desde o início das “sondagens”, de “O Conspirador”; saída de cena de Francisco Louçã, “O Moralista”.

Ranking dos 10 políticos portugueses mais detestáveis

plenário1º Cavaco Silva,”O Conspirador”

2º Francisco Louçã, “O Moralista”

3º Miguel Relvas, “O Hedonista”

4º Paulo Portas, “O Oportunista”

5º Passos Coelho, “O Liberal”

6º Alberto João Jardim, “O Troglodita”

7º Marcelo Rebelo de Sousa, “O Quadrilheiro”

8º Nuno Melo, “O Malandreco”

9º Bernardino Soares, “O Ortodoxo”

10º Manuel Maria Carrilho, “O Cínico”

Face à classificação de há 5 meses (29/05/2012), releva o seguinte: entrada directa, para o 5º lugar, de Passos Coelho; manutenção firme nos dois primeiros lugares de Cavaco e Louçã; subidas de Relvas ao terceiro posto e Portas ao quarto; saída de Pacheco Pereira.