Maldivas, Malé

Crepúsculo no Oceano Índico.

A República das Maldivas é um arquipélago composto por 1.190 pequenas ilhas agrupadas em 26 grupos ou atóis. Estes atóis formam uma longa e estreita cadeia com cerca de 750 quilómetros (de norte para sul, ou vice versa) no Oceano Índico, cobrindo uma área total de cerca de 90.000 quilómetros quadrados. As massas terrestres mais próxima são o cabo Comorim, no extremo sul da Índia, 480 quilómetros a nordeste; e o Sri Lanka, um pouquinho mais para leste, a 650 quilómetros. A capital é Malé, uma ilha muito pequena, com menos de 2 quilómetros de comprimento e de largura, totalmente plana – como, aliás, todas as outras ilhas, cuja altura máxima não ultrapassa os 2,5 metros – onde se concentram, além de edifícios, veículos, embarcações, a maior parte dos 500.000 habitantes das Maldivas. Uma ponte construída pelos chineses liga Malé à ilha vizinha de Hulmumale, a única com espaço para albergar um aeroporto – o internacional de Velana.

Malé, uma cidade incrível, plana, demasiado exposta ao mar. Uma onda gigante pode literalmente varrê-la do mapa.

Os turistas que visitam as Maldivas raramente ficam em Malé; alguma embarcação rápida (para os hotéis mais perto) ou hidroavião (para os atóis mais longínquos) levá-los-á a um dos resorts, mais ou menos exclusivos, onde podem desfrutar de alguns dias paradisíacos com o mar sempre aos pés. Nós, pelo contrário, não saímos de Malé. Caminhámos por toda a cidade, falámos com as pessoas, visitámos os mercados, as docas, os restaurantes (onde não se pode beber álcool), as lojas, algumas pequenas livrarias (sempre buscamos um livro local) e os edifícios públicos. Tudo fica perto de tudo, alcançável depois de alguns minutos a pé.

Os maldívios autogovernaram-se durante a maior parte do tempo histórico, excetuando um breve período no século XVI em que foram governados pelos portugueses a partir de Goa. Em 1752, houve também um período de apenas 3 meses de regência “malabari”. Em 1887, as Maldivas tornaram-se um protetorado britânico, mas não houve nunca presença física dos britânicos em Malé, que continuou a ser dirigida pelos seus próprios sultões até ao fim de 1952. No dia 1 de janeiro de de 1953 formou-se a primeira república, que teve vida curta, regressando as Maldivas ao sultanato em 1954. Por sua vez, o sultanato foi abolido em 1968 com a formação da segunda república. A independência foi alcançada em 1965. Apesar de não dever lealdade à rainha, em 1984 as Maldivas tornaram-se membro da Comunidade Britânica (British Commonwealth).

Zona central de Malé.

A sociedade maldívia é profundamente muçulmana. Avisos afixados em diversos locais apelam aos turistas para respeitarem as tradições locais. Por exemplo, as mulheres não podem usar bikini e ninguém pode estar de tronco nu nas pequenas praias da capital. Atrações arquitetónicas são escassas ou nulas. Assim, se quiser ir às Maldivas, escolha um resort de acordo com a sua bolsa, desfrute das águas magníficas do Índico, da paz de uma pequena ilha que por alguns dias é de apenas de uns quantos sortudos, entre os quais você, e relaxe. É do turismo que as Maldivas vivem. Aqui só o peixe não é importado.

Há, porém, um lado preocupante neste paraíso. Um aumento da temperatura global e a consequente subida das águas pode submergir estas magníficas ilhas praticamente planas, que os maldívios terão de abandonar. Um segundo perigo ainda mais preocupante é a possibilidade de algum tsunami as varrer, não dando tempo aos habitantes de abandoná-las (o tsunami de 26 de dezembro de 2004 provocou ondas de até 1,5 metros de altura, mas é possível que ocorra um tsunami maior e, claro, muito mais devastador). O nosso conceito de paraíso não contempla tamanha fragilidade.

A nossa visita às Maldivas foi curta. Ficámos apenas na sala de visitas – Malé.

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A nossa edição:

Mysticism in the Maldives, Ali Hussain, Novelty Publication, Malé, 1991.

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A ressurreição, por Gustav Mahler

Mahler trabalhou na sua Segunda Sinfonia entre 1888 e 1894, e reviu-a em 1903.

Em dia de Páscoa deixamos um apontamento dessa magnífica obra mahleriana, a sinfonia nº 2, “Ressurreição” (em que, tal como nas sinfonias 3 e 4 – as chamadas Sinfonias Wunderhorn – intervem a voz humana), registado em Leipzig, Alemanha, no ano de 2011. O maestro é o carismático italiano Riccardo Chailly, que tivemos a felicidade de ver ao vivo noutras ocasiões. Páscoa Feliz!

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Veneza

Chegámos a Veneza ao anoitecer, mas a cidade é bonita a qualquer hora.

Veneza é uma daquelas cidades que todos querem conhecer: famosa, monumental, romântica. Quando lá chegamos – refiro-me à ilha principal, cortada pelo Grande Canal – só podemos circular de barco ou a pé. Veneza parece uma cidade flutuante, e de certa maneira é-o: foi construída em cima de plataformas de pedra colocadas sobre estacas de madeira cravadas no fundo da lagoa. Um trabalho engenhoso que requer muita manutenção. É difícil evitar a erosão que assola estas ilhas, provocada sobretudo pela invernia, mas também pelo intenso tráfego marítimo. As embarcações são variadas, desde as carreiras de transporte de passageiros, os cruzeiros turísticos e os táxis, passando pelas ambulâncias, a recolha de lixo e os funerais, até todo o tipo de abastecimentos; tudo é realizado com o recurso a embarcações. Veneza é, pois, seja onde for que o visitante já tenha estado, uma cidade única, inigualável, de uma beleza vibrante e quase surreal.

Praça de São Marcos e a basílica homónima.

Trata-se também de uma cidade frágil. Há sempre o receio que a chuva e as marés se associem para a inundarem, e essa condição delicada sente-se quando a visitamos. Veneza é feminina.

Chegámos já de noite ao nosso hotel e só no dia seguinte iniciámos as deambulações pela cidade que visitáramos há quarenta anos, no longínquo ano de 1979. Começámos por uma caminhada até à Praça de São Marcos. Aqui se impõe a basílica homónima e, ao lado, o Palácio Ducal, que podem e devem ser visitados. A longa varanda da basílica é um local privilegiado para observar a praça, as suas esplanadas e o formigueiro de transeuntes caminhando em todas as direções. A Basílica de São Marcos é provavelmente o edifício mais simbólico de Veneza e também um dos mais antigos. Embora a sua configuração atual seja relativamente recente, a construção realizou-se por fases ao longo de muitos séculos. Visitámos primeiro a igreja e depois, subindo uma escadaria exterior, à direita do portão principal, o museu.

A bela quadrilha do evangelista, no Museu da Basílica de São Marcos, situado no piso superior.

O resto do dia passámo-lo a fazer o que de melhor se pode em Veneza: percorrer as ruas sinuosas e estreitas, cruzar os canais por pontes de variadíssimos tamanhos e estilos, observar as gôndolas, governadas por hábeis barqueiros de camisolas listadas, azuis (ou vermelhas) e brancas, onde casais abraçados se reclinam para trás, para melhor observarem as belas fachadas dos edifícios da cidade. Como seria de esperar, parámos algumas vezes para provar as comidas rápidas e típicas de Itália – pasta e pizza – e apreciar o trânsito do Grande Canal, numa das tantas esplanadas espalhadas pelos cais, que aqui também são ruas.

No dia seguinte apanhámos um vaporetto para Burano, uma pequena ilha a cerca de uma hora de distância.

Ao que dizem, as casas típicas de Burano são repintadas a cada dois anos.

A principal atração deste burgo são as típicas casas coloridas e as suas rendas merletto. Durante a nossa visita o tempo esteve quase sempre escuro, com chuva frequente, o que não nos permitiu presenciar todo o esplendor do colorido das fachadas que se duplicam nos espelhos de água, que são os canais. As principais atividades económicas entre os cerca de 3 mil habitantes da ilha são, pois, o turismo, o artesanato (sobretudo renda) e a pesca. O que se deve fazer por aqui é, como seria expectável, calcorrear o que se puder. Foi o que fizemos. No final da visita a Burano, antes de nos dirigirmos ao cais de embarque para regressarmos a Veneza, retemperámos forças num dos cafés/restaurantes da praça central – Piazza Baldassare Galuppi – cujo nome celebra um ilustre compositor italiano, filho da terra.

O Grande Canal.

Chegados a Veneza caminhámos um bom par de quilómetros até ao hotel, desfrutando das vistas magníficas e do ambiente romântico do anoitecer. Esta seria a nossa última noite em Veneza e, embora o tempo não fosse o mais convidativo, despedimo-nos com um jantar na rua, junto ao rio Cannaregio, de frente para a formosa Ponte delle Guglie.

No dia seguinte regressámos a Portugal.

Ponte de Rialto. Ao lado (edifício ocre) situa-se o magnífico Hotel Rialto.

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Um ano de pandemia – entre a esperança e o desespero

Passou apenas um ano desde que diagnosticaram o primeiro caso de covid-19 em Portugal mas parece que já passaram cinco. As pessoas estão cansadas desta vida tão estranha. E, o pior de tudo, estão desesperadas por não saberem quando podem regressar à sua vida normal.

A incerteza e a impossibilidade de planeamento afetam-nos profundamente, habituados que estamos a viver em sociedades altamente organizadas.

Por outro lado, as notícias e as declarações contraditórias também não diminuem a incerteza. As pessoas temem pelo futuro, sobretudo aquelas que trabalhavam em serviços ligados à restauração, ao turismo, em estabelecimentos comerciais, em geral; e todas as que estão ameaçadas pelo desemprego, pelas insolvências, pelas perdas de rendimentos e de património, enfim, pela ruína. A questão que todos colocam é a seguinte. Quando poderemos voltar em pleno às nossas atividades?

A resposta, infelizmente, ninguém sabe, pois depende de vários fatores.

O mais importante deles prende-se com a possibilidade de variantes mais graves do corona vírus surgirem, sobretudo alguma variante que as atuais vacinas não consigam cobrir em termos de eficácia. É uma possibilidade terrível, mas está no horizonte. Já se provou que a chamada “variante brasileira”, por exemplo, é mais contagiosa e mais agressiva. E há quem fale, cada vez mais, no fechamento efetivo das fronteiras, pois já não conseguiremos controlar a pandemia apenas com confinamentos seletivos.

Entretanto, os especialistas de bancada multiplicam-se. Sabemos pouco (ou, pelo menos, não o suficiente) sobre o vírus, mas talvez por isso mesmo, ninguém se coíbe de dar palpites.

Isto conduz-nos a algo interessante. O cientista estuda, testa, reflete e, mesmo quando tem a convicção de um determinado resultado, fica na dúvida, pois sabe que pode ter-se esquecido de algum pormenor importante. O que ele mais deseja é publicar os resultados que obteve junto dos seus pares, para aferir se são credíveis ou não. Já o leigo não precisa de nada disso. Basta-lhe ter um palpite, e como sempre tem um para qualquer coisa, por vezes acerta. É assim que muitos se julgam tão ou mais inteligentes que os cientistas, chegando mesmo a negar a ciência.

No entanto, é a ciência que salva vidas; é a ciência que permite esta civilização, apesar de tudo, fantástica que temos; e é à ciência que devemos este feito espantoso de termos milhões de vacinas disponíveis menos de um ano depois do aparecimento dos primeiros casos de covid-19.

A ciência não é infalível e o seu campo de ação está sempre a aumentar, pelo que os problemas científicos nunca diminuirão, antes crescerão sempre. Mas a ciência é o conhecimento mais verdadeiro que existe e o seu método de tentativa e erro é também o mais racional. Os cientistas sabem que erram, mas é por estarem conscientes disso que podemos confiar no seu trabalho.

Se aparecerem novas estirpes, imunes às atuais vacinas, resta-nos a esperança de que os cientistas consigam adaptar as vacinas já existentes a essas novas variantes do vírus antes que produzam demasiado estrago. Caso contrário, o desespero que já se apoderou de alguns de nós irá, por um período que nos parecerá sempre demasiado longo, prevalecer.

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Patria y Vida

Este vídeo beneficia de letra, música, interpretações e realização excecionais.

Em 1964, no final de um discurso célebre proferido nas Nações Unidas, Che Guevara disse uma frase que se tornaria até hoje a palavra de ordem do regime cubano: “Patria o Muerte!” Cinquenta e sete anos depois, no início de 2021, um grupo de artistas cubanos lançou uma canção, cujo título não poderia se afastar mais daquela célebre frase de Che: “Patria y Vida!”

O vídeo desta canção, menos de duas semanas após o seu lançamento, tem já mais de dois milhões e meio de visualizações no youtube. E, claro, a reação em Cuba foi imediata. Os órgãos do regime apressaram-se a denegrir o tema. Na televisão, o jovem apresentador Lázaro Manuel Alonso deixou claro que “Patria y Vida” não é uma expressão original, fora já usada por Fidel em 23 de dezembro de 1999, perante uma plateia estudantil. Por seu turno, o governo cubano promoveu uma campanha denominada “Morrer pela Pátria é Viver”, apelando aos cubanos para que cantassem e aplaudissem o seu hino nacional no dia 18 de fevereiro às 21:00, como resposta a “Patria y Vida”, que membros do governo classificaram de “trapaceira e cobarde” e os seus autores de “ratos” e “mercenários” [1].

Mas tudo isso não impediu que este tema se tornasse viral em Cuba. Os depoimentos de vários jovens entrevistados em Havana pela agência Reuters, bem como inúmeros vídeos publicados nas redes sociais, provam-no. “Patria y Vida” é já um símbolo da resistência ao regime e o vídeo da canção foi profusamente divulgado nas redes sociais. A checa Dita Charanzová, vice-presidente do Parlamento Europeu, publicou-o na sua conta do Twitter, acompanhado das seguintes palavras: “Para que todo o mundo tome consciência da realidade cubana”.

Dita Charanzová é uma cidadã do mundo livre, atenta ao que se passa no mundo oprimido. No entanto, muitos dos nossos concidadãos ainda olham com simpatia ou indulgência para a ditadura cubana, talvez por a considerarem mais suave que outras ditaduras. Che Guevara e Fidel Castro são vistos como heróis de uma revolução que libertou o povo do jugo de Fulgêncio Batista, no primeiro dia de 1959. Mas o que talvez não saibam é que rapidamente Fidel Castro passou a governar com base nos”ódio, poder e dinheiro”, tal como nos diz a insuspeita neurocirurgiã cubana Hilda Molina, que conviveu durante muitos anos com o próprio Fidel (foi pedida em casamento por ele). Hilda considera que Fidel era um “psicopata” [2]. De resto, os testemunhos sobre quem foi este ditador são inúmeros e estão acessíveis, basta procurá-los.

Mas não basta ir de férias para Varadero, falar com os empregados dos hotéis, visitar os locais preparados (muitas vezes exclusivos) para os turistas e daí extrair um retrato idílico de Cuba. É preciso contatar os cubanos comuns, aqueles que circulam pelas ruas e habitam nas casas degradadas de Havana; falar com eles, ganhar a sua confiança, perceber como vivem e, sobretudo, saber o que pensam, para se ter uma ideia mais precisa do que se passa no país.

(Há cinco anos e meio estivemos em Cuba. O relato sobre essa visita foi publicado neste blogue e pode ser lido aqui: https://ilovealfama.com/2016/03/01/havana-cuba/.)

Finalmente, o que importa perceber é que em decorrência de qualquer ditadura revolucionária em nome do povo há sempre um contraste abismal entre o ditador e esse mesmo povo: o primeiro vive sempre no luxo e na sumptuosidade; o segundo vive sempre na opressão e na miséria. Isto é válido para todas as ditaduras revolucionárias e, deste ponto de vista, não há gradação entre elas; não há – nunca houve até hoje na história humana – ditaduras suaves.

Os cubanos merecem a Liberdade.

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[1] https://www.bbc.com/mundo/noticias-america-latina-56135900?fbclid=IwAR03nbvrpA-ae59hdFy90cRPa-8SGk3u1GBuBn77eHPWGkYdbcKSbyfoXyg

[2] Ver entrevista a Hilda Molina aqui: https://www.youtube.com/watch?v=WbXVJ43RSQs&t=395s

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Biblioteca Pessoal

Karl Popper é o autor mais representado nesta biblioteca sempre em atualização.
AutorTítuloEditora/LocalAno/Class.
Abela, Joseph S.Malta, a Brief HistoryBDL Publish., Valletta2014/H
Abreu, Maurício & Fernandes, José ManuelRios de PortugalCírculo de Leitores, Lisboa1990/V
Abreu, Pio J. L.A Queda dos MachosD. Quixote, Lisboa2016/I
Aczel, Amir D.O Último Teorema de FermatGradiva, Lisboa2004/C
Adorno, FrancescoSócratesEdições 70, Lisboa1986/F
Afonso, AnicetoGrandes Batalhas da História de Portugal VII, 1914-1918 Verso da História, Vila do Conde2007/H
Afonso, JoãoEntender de Vinho Esfera dos Livros, Lisboa2010/G
Agamben, GiorgioA Potência do PensamentoRelógio D’ Água, Lisboa2013/F
Agostinho, SantoO Livre ArbítrioFac. Filosofia, Braga1986/F
Agualusa, José EduardoA Sociedade dos Sonhadores InvoluntáriosQuetzal, Lisboa2017/FL
Alarcão, JorgePortugal RomanoVerbo, Lisboa1987/H
Alcoforado, MarianaCartas PortuguesasL & PM, Porto Alegre2007/I
Aleksiévitch, SvetlanaO Fim do Homem SoviéticoC.ª das Letras, São Paulo2017/H
Alencar, José deSenhoraMartin Claret, São Paulo2001/FL
Alfaro, CatarinaAmadeo de Souza-Cardoso – XX DessinsGulbenkian, Lisboa2016/A
Almeida, António Gomes deÀ Roda do Tacho – Volta a Portugal em CulináriaTV-Guia Editora, Lx1994/G
Almeida, Fialho deOs GatosExpo 98 S. A., Lisboa1998/V
Almeida, Onésimo TeotónioA Obsessão da PortugalidadeQuetzal, Lisboa2017/I
Alves, CastroO Navio NegreiroExpo 98 S. A., Lisboa1997/P
Alves, João Miguel (ed. e rev.)O Livro das 1001 Noites (7 volumes)Alêtheia, Lisboa2017/FNL
Amado, JorgeContrabandistaExpo 98 S. A., Lisboa1998/FL
Amado, JorgeCapitães da AreiaC.ª das Letras, São Paulo2015/FL
Amado, JorgeA Morte e a Morte de Quincas Berro d’ ÁguaC.ª das Letras, São Paulo2015/FL
Amado, JorgeO País do CarnavalDom Quixote, Lisboa2016/FL
Amaral, LucianoEconomia Portuguesa, as Últimas DécadasFFMS, Lisboa2010/E
Amis, MartinA Zona de InteresseQuetzal, Lisboa2015/FNL
Anchieta, José de Capitania de São VicenteExpo 98 S. A., Lisboa1997/V
Andersen, Hans ChristianA SereiazinhaExpo 98 S. A., Lisboa1996/FNL
Andrade, Carlos DrummondPoesia e Prosa- Volume únicoNova Aguilar, Rio de Janeiro1979/P-FL
Andrade, Carlos DrummondAntologia PoéticaRecord, Rio de Janeiro1988/P
Andrade, Carlos DrummondOs Dias LindosRecord, Rio de Janeiro2008/FL
Andrade, EugénioAntologia Pessoal da Poesia PortuguesaCampo das Letras, Porto2000/P
Andrade, OswaldSerafim Ponte GrandeGlobo, São Paulo2004/FL
Anica, Arnaldo CasimiroTavira e o seu Termo – Memorando históricoCMT, Tavira1993/H
Antunes, António LoboMemória de ElefanteObjetiva, Rio de Janeiro2006/FL
Antunes, António LoboO meu Nome é LegiãoD. Quixote, Lisboa2007/FL
Antunes, ManuelLegómena – Textos de Teoria e Crítica LiteráriaINCM, Lisboa1987/I
Arbex, DanielaHolocausto BrasileiroGeração Edit., São Paulo2013/H
Arenas, ReinaldoAntes que AnoiteçaEdições Asa, Porto1993/B
Arendt, HannahA Vida do Espírito – Volume II, QuererInst. Piaget, Lisboa2000/F
Arendt, HannahEichmann em JerusalémC.ª das Letras, São Paulo2013/H
Arendt, HannahOrigens do TotalitarismoC.ª das Letras, São Paulo2013/F-H
Arendt, HannahHomens em Tempos SombriosC.ª das Letras, São Paulo2013/B
Aslan RezaO ZelotaQuetzal, Lisboa2014/B-H
Assis, Machado deObras Completas – Volume IIINova Aguilar, Rio de Janeiro1979/FL
Assis, Machado deContos EscolhidosNúcleo, São Paulo1996/FL
Assis, Machado deMemórias Póstumas de Brás CubasL & PM, Porto Alegre1997/FL
Assis, Machado deEsaú e Jacó/Memorial de AiresNova Cultural, São Paulo2003/FL
Assis, Machado deDom CasmurroCiranda Cult., São Paulo2008/FL
Assis, Machado deHelenaCiranda Cult., São Paulo2008/FL
Assis, Machado deA Mão e a LuvaCiranda Cult., São Paulo2008/FL
Assis, Machado deO AlienistaL & PM, Porto Alegre2011/FL
Atkins, PeterComo Surgiu o Universo Gradiva, Lisboa2018/C
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Atwood, MargaretO Conto da AiaRocco, Rio de Janeiro2017/FNL
Austen, JaneRazão e SensibilidadeNova Cultural, São Paulo2003/FNL
Avillez, JoséReceitas em Grande (4 volumes)Expresso, Lx2016/G
Bachelar, GastonO Novo Espírito CientíficoEdições 70, Lisboa1986/F
Balibar, FrançoiseEinstein: uma leitura de Galileu a NewtonEdições 70, Lisboa1988/C
Balzac, Honoré deUm Drama à Beira-MarExpo 98 S. A., Lisboa1996/FNL
Balzac, Honoré deA Mulher de Trinta AnosNova Cultural, São Paulo2003/FNL
Bandeira, ManuelEstrela da Vida InteiraNova Fronteira, Rio de Janeiro1993/P
Bandeira, ManuelSeleta de ProsaNova Fronteira, Rio de Janeiro1997/I
Baranowski, ShelleyImpério Nazista Edipro, São Paulo2014/H
Barros, Elaine (et al)501 Ilhas ImperdíveisLafonte, São Paulo2012/I
Barros, Jorge Um Olhar PortuguêsCírculo de Leitores, Lisboa1991/A-V
Bastiat, FrédéricO Estado e outros EnsaiosLetras Errantes2019/E
Baudouin, JeanKarl PopperEdições 70, Lisboa1992/F
Beccaria, CesareDos Delitos e das PenasGulbenkian, Lisboa2017/I
Beevor, AntonyEstalinegradoBertrand, Lisboa2014/H
Beijl, Karina Zegers dePessoas Altamente SensíveisEsfera dos Livros, Lisboa2020/I
Belchior, Maria de Lourdes (et al)Antologia de Espirituais PortuguesesINCM, Lisboa1994/I
Bellow, SaulAs Aventuras de Augie MarchQuetzal, Lisboa2010/FNL
Bellow, SaulJerusalém, Ida e VoltaTinta da China, Lisboa2016/V
Bento-Gonçalves, AntónioOs Incêndios Florestais em PortugalFFMS, Lisboa2021/I
Berlin, IsaiahKarl MarxEdições 70, Lisboa2020/B
Bernstein, JeremyAlbert Einstein e as Fronteiras da FísicaClaro Enigma, São Paulo2013/C
Bessa-Luís, AgustinaEmbarque em BrindisiExpo 98 S. A., Lisboa1998/FL
Beyer, Robert T. (org.)Fundamentos da Física NuclearGulbenkian, Lisboa2004/C
Blasco-Ibañez, VicenteA Barca AbandonadaExpo 98 S. A., Lisboa1998/FNL
BocagePoesia EróticaAlêtheia, Lisboa2017/P
BoccaccioDecamarãoNova Cultural, São Paulo2002/FNL
Bordalo, Francisco MariaO Galeão EnxobregasExpo 98 S.A., Lisboa1997/FL
Borges, Jorge LuisObras Completas I (1923-1949)Círc. Leitores, Lisboa1998/I
Borges, Jorge LuisObras Completas II (1952-1972) Círc. Leitores, Lisboa1998/I
Borges, Jorge LuisObras Completas III (1975-1985) Círc. Leitores, Lisboa1998/I
Borges, Jorge LuisObras Completas IV (1975- 1988) Círc. Leitores, Lisboa1998/I
Boris, FaustoHistória Concisa do BrasilEDUSP, São Paulo2012/H
Born, MaxFísica AtómicaGulbenkian, Lisboa1986/C
Bosi, AlfredoCéu, InfernoEditora 34, São Paulo2003/I
Botelho, Paulo CésarCinco Viagens de JangadaEd. Autor, Recife1999/V
Botton, Alain de Como Pensar mais Sobre SexoLua de Papel, Alfragide2019/I
Bouchey, PhilippeO Guia do RockPergaminho, Lisboa1991/A
Bougainville, Louis-Antoine deViagem de Volta ao Mundo…Expo 98 S. A., Lisboa1998/V
Bourdon, Albert-AlainHistória de PortugalTexto & Grafia, Lisboa2010/H
Braga, Maria OndinaO Destino Viaja a BordoExpo 98 S. A., Lisboa1997/FL
Branco, Camilo CasteloAmor de PerdiçãoAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloA Queda dum AnjoAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloEusébio MacárioAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloA Brasileira de PrazinsAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloNovelas do MinhoAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloO que Fazem as MulheresAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloO Retrato de RicardinaAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloVinte Horas de LiteiraAlêtheia, Lisboa2016/FL
Branco, Camilo CasteloAmor de PerdiçãoOp. Omnia, Guimarães2017/FL
Branco, Camilo CasteloCoração, Cabeça e EstômagoAlêtheia, Lisboa2017/FL
Brandão, RaulA Ilha AzulExpo 98 S. A., Lisboa1996/V
Brandão, RaulMulheresExpo 98 S. A., Lisboa1998/V
Brandão, RaulAs Ilhas Desconhecidas – Notas e paisagensQuetzal, Lisboa2011/V
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Brasil, AssisUm Poeta Chamado GriloNova Aliança, Teresina2009/FL
Brasil, AssisNemo, o Peixinho FilósofoNova Aliança, Teresina2009/FL
Brasil, AssisO Menino que Vendeu sua ImagemNova Aliança, Teresina2010/FL
Brasil, AssisOs que Bebem como os CãesRenoir, Teresina2010/FL
Braun, MichaelAngela Merkel Livros Horizonte, Lisboa2017/B
Bregman, RutgerUtopia para Realistas Bertrand, Lisboa2018/I
Breyner, Sophia de MelloEra uma vez uma Praia AtlânticaExpo 98, S. A., Lisboa1997/I
Brito, Bernardo Gomes deHistória Trágico-Marítima – Naufrágio de SepúlvedaExpo 98 S. A., Lisboa1996/H
Brito, Maria FilomenaIgreja de São RoqueSanta Casa, Lisboa2008/A
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Brontë, EmilyO Morro dos Ventos UivantesNova Cultural, São Paulo2002/FNL
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Buarque, ChicoBudapesteC.ª das Letras, São Paulo2003/FL
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Burnett, DeanO Cérebro Idiota Presença, Lisboa2017/C
Burnie, DavidComo Funciona a NaturezaQuetzal, Lisboa1991/C
Cadilhe, GonçaloFernão de Magalhães- A Viagem (2 volumes)Alêtheia, Lisboa2019/H-V
Cain, SusanO Poder dos QuietosAgir, Rio de Janeiro2012/I
Calado, MariaRoteiros Republicanos – LisboaQuidNovi, Lisboa2010/H
Caldeira, Jorge101 Brasileiros que Fizeram HistóriaEstação Brasil, Rio de Janeiro2016/B-H
Callado, AntonioA Madona de CedroNova Fronteira, Rio de Janeiro2004/FL
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Camões, LuísLírica Completa I INCM, Lisboa1994/P
Camões, LuísLírica Completa II INCM, Lisboa1994/P
Camões, LuísLírica Completa III INCM, Lisboa1994/P
Camões, LuísOs Lusíadas – Ilha dos AmoresExpo 98 S.A., Lisboa1996/P
Camões, LuísSonetosAlêtheia, Lisboa2017/P
Campos, Álvaro deOde MarítimaExpo 98 S. A., Lisboa1996/P
Campos, Álvaro deAntologia Poética – poemas escolhidosBertrand, Lisboa2018/P
Campos, FernandoA Sala das PerguntasCírculo de Leitores, Lisboa2000/FL
Camus, AlbertO Avesso e o Direito/ Discursos da SuéciaLivros do Brasil, Lisboa2007/I
Capote, TrumanA Sangue FrioLivros do Brasil, Lisboa2005/FNL
Cardim, Joaquim CanasAr do MarExpo 98 S. A., Lisboa1997/V
Carey, PeterO Japão é um Lugar EstranhoTinta da China, Lisboa2018/V
Carles, JulesAs Origens da VidaEdições 70, Lisboa1984/C
Carlos, JorgeO Português ou Escravos da EsperançaCampo das Letras, Porto2003/FL
Carroll, LewisAlice no País das Maravilhas (2 vol.)Relógio D’ Água, Lisboa2010/FNL
Carroll, LewisThrough the Looking GlassHarper Collins, London2010/FNL
Carroll, LewisAlice do Outro Lado do Espelho (2 vol.)Relógio D’ Água, Lisboa2010/FNL
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Wolf, MartinAs Mudanças e os ChoquesClube do Autor, Lisboa2014/E
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Zambujal, Isabel & Pedro, MariaGrandes Compositores (6 volumes)Expresso, Lisboa2010/A
Zizek, SlavojProblema no ParaísoZahar, Rio de Janeiro2015/I
Zúquete, AfonsoNobreza de Portugal – Os Reis (8 vol.)Alêtheia Editores, Lisboa2018/H
Zweig, StefanFernão de Magalhães – A Biografia (3 vol.)Alêtheia Editores, Lisboa2019/B-H
Classificação: A- Arte e Arquitetura; B- Biografia; C- Ciências; D- Dicionários e Gramáticas; E- Economia; F- Filosofia; FL- Ficção lusófona; FNL- Ficção não-lusófona; G- Gastronomia; H- História; I- Interdisciplinares ou de difícil classificação (ensaios e temas diversos); P- Poesia; V- Viagens e locais.

Democracia e sistemas eleitorais

Esta foto rara de Karl Popper foi-nos gentilmente cedida pelo neozelandês Daniel Barnes.

A recente aprovação do orçamento para 2021, com mais de 300 alterações para garantir a viabilização do PCP, gerou uma justificada avalanche de críticas e voltou a colocar no debate político a velha questão da lei eleitoral e a necessidade urgente de alterá-la. Miguel Sousa Tavares escreveu no último “Expresso”: “Não existindo um partido ou uma coligação com maioria absoluta saída das urnas, entramos na tal zona pantanosa onde nada é certo e tudo é possível. Podemos votar no partido vencedor mas não ser ele a governar; ou pode ser ele a governar mas com um Orçamento que não é o seu mas sim o resultado de múltiplas alterações que alianças circunstanciais de sentidos políticos opostos lhe impuseram ou de que ele próprio teve de aceitar contra vontade”.

Este é um tema político muito importante, mas parece que ninguém, dentro do espetro partidário português está interessado em abordá-lo. O que lamentavelmente se constata é que os interesses partidários se sobrepõem ao supremo interesse nacional. Por ser este, como se vê, um tema muito atual, deixamos aqui a visão de Karl Popper sobre o assunto: uma abordagem racional a um problema complexo. O texto de Popper que vamos transcrever de seguida é, por sua vez, a transcrição de um artigo escrito, em 3 de agosto de 1987, na revista alemã Der Spiegel e posteriormente publicado no livro de Popper A Vida é Aprendizagem, uma coletânea de ensaios e palestras que, nas palavras do próprio Popper, “pode ser considerada uma continuação do livro In Search of a Better World” e cuja primeira edição, em Portugal, saiu no ano 2001 pelas Edições 70.

Sobre a Teoria da democracia

O que mais me desperta interesse é o que diz respeito à natureza – e à ciência natural ou cosmologia. Depois de ter abando nado o marxismo em julho de 1919 apenas me interessava pela política e pela teoria política enquanto cidadão – e democrata. Mas os movimentos totalitários da Esquerda e da Direita que surgiram nos anos vinte e no início da década de trinta e, por fim, a tomada do poder por Hitler na Alemanha, forçaram-me a pensar seriamente na questão da democracia.

Embora o meu livro The Open Society anda Its Enemies nem uma só vez mencionasse Hitler e os nazis, foi escrito com a intenção de constituir o meu contributo para a guerra contra eles. É uma defesa teórica da democracia contra os ataques antigos e novos dos seus inimigos; foi publicado pela primeira vez em 1945 e desde então teve muitas reedições. Mas o que considero ser a sua ideia mais importante parece não ser muitas vezes bem entendido.

Como toda a gente sabe, etimologicamente “democracia” significa “governo do povo” ou “soberania popular”, contrapondo-se a “aristocracia” (governo pelos melhores ou mais notáveis) e “monarquia” (governo por um indivíduo). Mas o significado da palavra não nos ajuda muito. Pois o povo não governa em parte alguma; são sempre os governos que exercem o poder (e infelizmente também os burocratas e funcionários, que só com muita dificuldade podem ser responsabilizados, e mesmo assim nem sempre). Além disso, a Grã-Bretanha, a Dinamarca, a Noruega e a Suécia são monarquias mas também excelentes exemplos de democracia (talvez à exceção da Suécia, onde uma burocracia fiscal inimputável exerce poderes ditatoriais) – ao contrário da República Democrática Alemã, que infelizmente de democrática não tem nada.

Qual é a verdadeira questão?

Na realidade apenas existem duas formas de Estado: aqueles em que é possível livrarmo-nos de um governo sem derramamento de sangue e aqueles em que tal não é possível. É isto que importa – não o nome que se dá ao tipo de estado. Normalmente a primeira destas formas é denominada “democracia” e a segunda “ditadura” ou “tirania”. Mas não vale a pena discutirmos palavras (como a República “Democrática” Alemã). O que importa é se o governo pode ou não ser mudado sem um banho de sangue.

Existem inúmeras maneiras de substituir um governo. O melhor método é a ida às urnas: novas eleições ou um voto num parlamento já eleito podem deitar abaixo um governo. Isso é certamente importante. É portanto um erro colocar a ênfase (como tantos fizeram de Platão a Marx e mesmo posteriormente) na seguinte questão: “Quem deve governar? O povo (o proletariado) ou os mais capazes? Os (bons) trabalhadores ou os (pérfidos) capitalistas? A maioria ou a minoria? O partido da Esquerda, o partido da Direita ou o partido do Centro?” Todas estas são falsas questões. Pois não interessa quem manda desde que seja possível derrubar um governo sem derramamento de sangue. Qualquer governo passível de ser derrubado tem um forte incentivo para agir de um modo que agrade ao povo. E este incentivo perde-se se o governo souber que não pode ser expulso com essa facilidade.

Para demonstrar quão importante é na prática esta simples teoria da democracia, gostaria de aplicá-la à questão da representação proporcional. O facto de criticar aqui um sistema eleitoral enraizado na constituição da república testada e comprovada deve ser encarado como uma mera tentativa da minha parte de debater algo que raramente é debatido. As constituições não devem ser alteradas de ânimo leve, mas é bom discuti-las com espírito crítico, quanto mais não seja para nos conscencializarmos da sua importância.

As democracias da Europa Ocidental continental diferem substancialmente dos sistemas eleitorais do Reino Unido e dos Estados Unidos, que se baseiam no princípio da representação local. Na Grã-Bretanha cada círculo eleitoral envia como seu representante ao parlamento a pessoa que obteve maior número de votos. Oficialmente não é tido em consideração a que partido essa pessoa pertence, nem sequer se pertence a algum partido. O seu dever é representar os eleitores locais da melhor maneira que for capaz e de acordo com a sua consciência, quer essas pessoas pertençam ou não a qualquer partido. é evidente que existem partidos e estes desempenham um papel da maior importância na formação dos governos. Mas se um representante crê que é do interesse do seu círculo eleitoral (ou talvez da nação) votar contra o seu partido, ou mesmo sair dele, tem obrigação de proceder desse modo. Winston Churchill, o maior estadista do nosso século, nunca se limitou a cumprir ordens e de facto mudou duas vezes de partido. No continente a situação é bastante diversa. A proporcionalidade significa que cada partido obtém o número de lugares no parlamento – por exemplo no Bundestag – que representam mais fielmente os votos por ele obtidos em todo o país.

Assim, os partidos encontram-se enraizados nas leis fundamentais e os deputados individuais são escolhidos oficialmente para representar o seu partido. Deste modo, um deputado não pode em determinadas circunstâncias ter o dever de votar contra o seu partido. Na realidade tem uma obrigação moral para com o seu partido, pois foi escolhido para representá-lo e a mais ninguém. (Caso não consiga continuar a conciliar este facto com a sua consciência tem o dever moral de se demitir – mesmo que o seu círculo eleitoral o não deseje).

Obviamente que estou ciente de que é necessária a existência de partidos: ainda ninguém inventou um sistema democrático capaz de viver sem eles. Mas os partidos políticos não são totalmente satisfatórios. Por outro lado, as coisas não funcionam sem eles. As nossas democracias não são governos pelo povo, mas sim governos pelos partidos – ou seja, governos dos dirigentes partidários. Pois quanto maior é um partido menos unido e menos democrático é, e menor é também a influência dos que nele votaram na direção e no programa do partido. É um erro pensar-se que um parlamento eleito por representação proporcional reflete melhor o povo e os seus desejos. Não representa o povo e as opiniões deste, mas tão somente a influência que vários partidos (e propaganda partidária) tiveram no eleitorado no dia das eleições. E isso torna mais difícil que o ato eleitoral seja o que podia e deveria ser: um dia em que o povo julga a atividade do governo.

Logo, não existe uma teoria válida da soberania popular que requeira uma representação proporcional. Devemos portanto interrogar-nos de que modo a representação proporcional funciona na prática: primeiro na formação dos governos e em segundo lugar na questão de importância crucial que é o derrube destes.

  1. Quantos mais partidos existirem mais difícil se torna a formação de um governo. Sabemo-lo através da experiência, mas também é óbvio. Quando apenas existem dois partidos é fácil formar governo. Mas a representação proporcional faz que seja possível mesmo para os pequenos partidos obter uma enorme (muitas vezes decisiva) influência na formação de um governo e deste modo inclusive nas decisões do governo. Toda a gente concordará que tal é verdade e toda a gente sabe que a representação proporcional aumenta o número de partidos. Mas se considerarmos que a “essência” da democracia é a soberania popular, enquanto democratas temos de engolir estes problemas pois a proporcionalidade parece ser “essencial”.
  2. A representação proporcional, e portanto a multiplicidade de partidos, pode ter consequências ainda piores na importante questão do derrube do governo através do veredito popular, em novas eleições parlamentares. Em primeiro lugar, o povo sabe que existem muitos partidos e portanto dificilmente esperará que um deles alcance a maioria absoluta. Portanto, quando as coisas correm segundo o previsto, o veredito popular não foi de facto expresso contra nenhum dos partidos. Nenhum deles foi expulso, nenhum sofreu qualquer tipo de julgamento.

Em segundo lugar, não se espera que o dia das eleições seja um dia em que o povo julgue o governo. Por vezes pode ter sido um governo minoritário, forçado a fazer concessões e incapaz de realizar o que considerava ser o mais correto; ou pode ainda ter sido um governo de coligação, no qual nenhum dos partidos podia ser considerado completamente responsável.

Aos poucos, o povo habitua-se a não considerar nenhum dos partidos políticos, nem nenhum dos seus dirigentes, responsável pelas decisões tomadas pelo governo. O facto de um partido perder cinco ou dez por cento dos votos não é considerado por ninguém um veredito de culpa – ou pelo menos não o é pelos eleitores, não pelos que são governados. Apenas indica uma flutuação de popularidade momentãnea.

Em terceiro lugar, se a maioria dos eleitores quiser derrubar um governo maioritário poderá não ter a possibilidade de fazê-lo. Porque mesmo que um partido que tenha tido maioria absoluta até ao momento (e possa portanto ser responsabilizado) perca essa maioria, muito provavelmente continuará a ser o partido mais votado no sistema proporcional e portanto poderá formar um governo de coligação com um dos pequenos partidos. Neste caso, o dirigente do partido maior, que foi derrubado, continuará a governar contra a decisão da maioria, apoiando-se num pequeno partido que poderá estar bem longe de representar “a vontade do povo”. Além disso, esse pequeno partido poderá ainda derrubar o governo sem novas eleições, sem um novo mandato do eleitorado, e formar um novo governo de coligação com os outrora partidos da oposição – numa contradição grotesca com a ideia básica da representação proporcional, segundo a qual a influência de um partido deve corresponder ao número de votos obtidos.

Estes desfechos são frequentes e devemos esperá-los nos casos em que um grande número de partidos significa que os governos de coligação são a regra.

É verdade que podem passar-se casos semelhantes em países onde não existe a representação proporcional – no Reino Unido ou nos Estados Unidos, por exemplo. Mas nesses países desenvolveu-se uma tendência para a competição entre os dois maiores partidos.

Um sistema eleitoral que torne possível o sistema bipartidário é, a meu ver, a melhor forma de democracia. Porque conduz invariavelmente à autocrítica por parte dos partidos. Se um dos dois maiores partidos sofre uma derrota desastrosa nas urnas, por norma é levado a efetuar mudanças radicais no interior do partido. É o resultado da competição e da condenação inequívoca por parte do eleitorado, que não pode ser ignorada. Num sistema deste teor, portanto, de tempos a tempos os partidos são forçados a aprender com os seus próprios erros, ou então afundam-se. As minhas observações a respeito da representação proporcional não significam que eu aconselhe todas as democracias a abandoná-la. apenas pretendo dar um novo ímpeto ao debate. Pensar que a superioridade moral da representação proporcional pode ser uma conclusão lógica da ideia da democracia e que, por esta razão, o sistema continental é melhor, mais justo ou mais democrático do que o anglo-saxónico é um ponto de vista ingénuo que não resiste a uma análise aprofundada.

Resumindo: o argumento que a representação proporcional é mais democrática do que os sistemas britânico ou americano não é defensável, pois tem de reportar-se a uma teoria fora de moda sobre a democracia enquanto governo pelo povo (que se baseia na dita teoria da soberania do Estado). Esta teoria tem falhas morais e é inclusive insustentável. Foi ultrapassada pela teoria do poder de destituição por parte da maioria.

Este argumento moral adquire ainda maior importância do que o argumento prático de não serem necessários mais do que dois partidos em competição, totalmente responsáveis, para possibilitar aos eleitores o julgamento de um governo. A representação proporcional cria o perigo de o veredito da maioria expresso nas urnas, e consequentemente o efeito da derrota nos partidos, benéfico para a democracia, ser considerado um pormenor trivial. Para que exista um veredito claro por parte da maioria é importante que o partido da oposição seja o melhor e o mais forte possível. De outro modo, os eleitores são muitas vezes forçados a permitir que um governo mau continue a governar, pois têm razões para crer que “não há nada melhor”.

Será que a minha defesa do sistema bipartidário entra em conflito com a ideia de uma sociedade aberta? Não é a tolerância pluralista de muitos pontos de vista característica da sociedade aberta e da sua busca pela verdade? Não deveria este pluralismo ser expresso por uma multiplicidade de partidos? Como resposta, devo dizer que compete a um partido político ou formar um governo ou, na oposição, manter uma vigilância crítica sobre o trabalho do governo. Uma das coisas que deve ser criticamente observada é a tolerância do governo em relação às várias opiniões, ideologias e religiões (desde que estas sejam elas próprias tolerantes, pois as ideologias que pregam a intolerância perdem o direito a exigir serem toleradas). Muitas ideologias tentarão, com ou sem êxito, dominar um partido ou fundar outro. Portanto haverá, por um lado, um intercâmbio de opiniões, ideologias e religiões e, por outro, os principais partidos em competição.

Mas a ideia que a variedade de ideologias ou visões do mundo deveria ser refletida numa multiplicidade de partidos parece-me politicamente errada – e não só politicamente como também enquanto visão do mundo. Porque uma associação demasiado próxima com a política partidária dificilmente é compatível com a pureza de uma visão mundial.

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A nossa edição:

A Vida é Aprendizagem, Karl R. Popper, Edições 70, Lisboa, 2001.

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Portugal afunda

Nos últimos anos tem-nos salvado o mar, o clima, e os bons produtos que ambos proporcionam e podemos vender, sem grande esforço, através do turismo.

Vamos sendo consecutivamente ultrapassados por países que há poucos anos estavam muito atrás de nós no que toca ao PIB per capita em paridade de poder de compra. Em 2017 fomos ultrapassados pela Lituânia e pela Estónia e prevê-se que em 2021 sejamos ultrapassados pelas Hungria e Polónia, que se aproximam vertiginosamente da média europeia enquanto Portugal se afasta. Todos os países que se encontram atrás de nós (excetuando a Grécia) tiveram um crescimento médio positivo na última década (2011-2020), ao passo que Portugal teve um crescimento negativo (-0,3%). Acresce que estes países (Polónia, Hungria, Eslováquia, Roménia, Letónia, Croácia, Bulgária) têm melhores condições para crescer do que nós: estão menos endividados e, por isso, podem concretizar mais investimento público, são mais qualificados e (excetuando a Croácia) dependem menos do turismo.

Resumindo: em poucos anos estaremos na cauda da Europa a 27, talvez à frente, apenas, da Bulgária e da Grécia.

Fatalidade ou opções económicas desastrosas? O mundo não é a preto-e-branco, de facto há uma série de causas, algumas estruturais, que justificam o nosso atraso, mas a opção por políticas que favoreceram, nos últimos anos, o setor não-transacionável da economia, suportado pelo crédito fácil, bem como o aumento desmesurado da despesa pública, têm contribuído para o endividamento público e privado do país, o que torna extremamente difícil o investimento e, consequentemente, a recuperação económica.

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Fontes:

Comissão Europeia, do Eurostat e WTTC.

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Eduardo Lourenço

Eduardo Lourenço foi um brilhante pensador. Mas nem todos os pensadores, ainda que brilhantes, são filósofos.

A Filosofia pode ser encarada de duas formas. Por um lado, desde que reflitamos sobre o mundo, o comportamento e a existência, todos nós somos filósofos. Por outro lado, existem pessoas que dedicam a vida a estudar essas e outras questões filosóficas e os problemas que levantam (mesmo que, como Wittgenstein, não acreditem em genuínos problemas filosóficos), procurando resolvê-los e ligá-los numa linha de pensamento coerente, isto é, numa doutrina, numa filosofia. Voluntária ou involuntariamente, profissionais ou amadores, estes são os verdadeiros filósofos.

Kant resumiu o objeto da Filosofia em quatro perguntas.

  • O que posso saber? (Epistemologia ou Filosofia do Conhecimento);
  • O que devo fazer? (Ética);
  • O que me é permitido esperar? (Metafísica);
  • O que é o Homem? (Antropologia Filosófica).

Respondeu ou procurou responder Eduardo Lourenço, através da sua obra, a uma ou mais que uma destas perguntas? Não, Eduardo Lourenço, na linha de muitos outros pensadores portugueses – como Teixeira de Pascoaes, António Sérgio, Fernando Pessoa, Agostinho da Silva ou Teotónio Almeida, só para citar alguns – pensou sobre Portugal, os portugueses e o nosso papel na Europa e no Mundo. Para isso, Lourenço inspirou-se na literatura e nos poetas e não em qualquer filósofo português que, de resto, nunca existiu; de acordo com o próprio, por cá sempre imperou um “irrealismo prodigioso”.

Estamos de acordo com Eduardo Lourenço: a nossa tradição é literária, poética e mística; não existe em Portugal tradição filosófica. Talvez esta seja, sim, uma característica fundamental de Portugal.

Eduardo Lourenço foi, pois, um ilustre professor e ensaísta. Mas, ao contrário do que muitos dizem e escrevem nestes dias após a sua morte, não foi um filósofo. Isto não diminui em nada o brilhantismo deste intelectual português, antes é uma manifestação de apreço e respeito pela sua memória.

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Foto retirada de: http://www.eduardolourenco.com/

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Islândia

Na Islândia imperam as paisagens naturais.

A Islândia é uma terra moldada por água, gelo e fogo. Caracterizada por uma intensa atividade vulcânica, há no seu território centenas de vulcões, alguns ativos, outros adormecidos há milhares de anos. O magma fratura as rochas da crosta e forma uma cadeia de vulcões, que se estende ao longo da ilha, de norte a sul. De formas e tamanhos variáveis, os vulcões conferem à ilha uma paisagem lunar; uma paisagem muito diferente de outrora, quando esteve coberta por um extenso glaciar, e só os picos das suas atuais montanhas eram visíveis. Foi nos grandes campos de lava do norte deste país que os astronautas americanos da missão Apolo 11 tiveram uma breve preparação antes da sua viagem à Lua.

A natureza instável e porosa do solo vulcânico da Islândia não permite reter a água nem proporciona condições adequadas à fixação das plantas. A água do degelo forma grandes cascatas, esculpe montanhas, percorre muitos quilómetros no solo poroso, forma cavernas e acaba por emergir em forma de lagos. No fundo desses lagos há fontes termais vulcânicas que aquecem a água e proporcionam a profusão de vida. Algumas espécies refugiam-se aqui, no fundo dos lagos, durante o inverno. Há mais vida na Islândia do que à primeira vista parece.

Perto do início do Verão, que foi quando visitámos a Islândia, o sol demora uma eternidade a pôr-se e, quando por fim se põe, não fica escuro, o céu mantém-se relativamente claro e é possível enxergar a uma distância considerável. E não demora muito até o sol nascer de novo. Quando tirámos esta foto, em Reykjavik, seriam uma 23:30, sensivelmente. No solstício de Verão o sol mantém-se visível por mais de 21 horas.

Um milhão de aves marinhas nidificam em Grimsey, uma pequena ilha a norte da ilha-mãe, em cima do Círculo Polar Ártico. Entre essas aves destacam-se as grandes colónias de papagaios do mar e de tordas mergulheiras, que aqui vêm nidificar. Ambos nadam debaixo de água em busca de alimento, conseguindo ficar cerca de dois minutos submersos. Além destes, há que considerar as andorinhas do mar, as gaivotas com garras, os moleiros parasíticos e as escrevedeiras das neves, entre tantos outros. Também os mares da Islândia são ricos em vida e propícios para a pesca. As águas contêm plâncton devido à provisão contínua de cinzas vulcânicas. Das muitas espécies, destacam-se o bacalhau (que aqui prospera, ao contrário do que acontece noutros lugares), a solha e a raia, mas também camarões, focas, morsas, baleias e golfinhos. Em terra, onde a biodiversidade é mais pobre, sobressaem o cavalo islandês, uma raça típica (é proibida a importação de qualquer outra); a raposa-do-ártico, as renas e os visons. Na Islândia, apenas 1/4 do território está coberto por vegetação. Não existem répteis nem anfíbios.

Harpa. Centro de Congressos e Auditório, em Reykjavik, a capital, onde vivem 2/3 dos islandeses.

A nossa visita à Islândia iniciou-se pela capital, Reykjavik, uma cidade pequena, muito tranquila, onde nada parece ser capaz de perturbar os seus cerca de 200 mil habitantes. Os islandeses, no total, não ultrapassam os 365 mil, cerca de metade dos habitantes de uma cidade pacata, como Lisboa. Não há muito que ver em Reykjavik para lá da igreja Hallgrímur (Hallgrímskirkja), o restaurante panorâmico com cúpula de vidro e vistas soberbas sobre a cidade e as montanhas circundantes (Perlan), o centro de conferências e auditório (Harpa), e alguns museus, como o Museu Nacional da Islândia, o Museu de Fotografia de Reykjavik e o Museu da Cidade, entre vários outros. O melhor da Islândia não são as cidades, apesar da sua tranquilidade e beleza, até porque este país tem uma densidade populacional extremamente baixa, logo, sem os equipamentos de toda a espécie que estamos habituados a ver nas grandes metrópoles. O melhor deste país tão especial, onde todos parecem felizes e de onde ninguém quer sair, são mesmo as paisagens naturais.

Assim, no dia seguinte à nossa chegada à ilha, a bordo de um carro alugado, saímos da capital para percorrermos os cerca de 300 quilómetros do denominado “Círculo Dourado”, constituído pelo Parque Nacional de Thingvellir, as cataratas de Gullfoss e o vale de Haukadalur.

Hallgrímskirkja, uma igreja luterana com 74,5 metros de altura, e a estátua de Leif Erikson, o primeiro europeu a chegar à América.

O Parque Nacional de Thingvellir (que quer dizer “Campos da Assembleia”), Património Mundial da Unesco desde 2004, fica situado num vale e é no seu seio que se encontra o local onde os islandeses se reuniam em assembleia e onde funcionou o primeiro parlamento islandês. Foi aqui que começou, enquanto nação, a Islândia. Este é portanto, um lugar com grande importância histórica. E este talvez seja o ponto do nosso artigo em que devamos fazer uma breve introdução à história da Islândia.

Dizem os historiadores que o período viking começou no início do século IX e durou até meados do século XI. Durante esse tempo, os povos nórdicos estabeleceram-se por toda a parte, das margens do Volga às costas orientais da América do Norte, do Oceano Ártico ao Mediterrâneo. E chegaram também à Islândia, que até então era desabitada. A falta de terras e as disputas internas na Noruega levaram muitos a navegar até aqui. O padre católico e historiador islandês do século XII, Ari Porgilsson (o catolicismo foi violentamente banido da Islândia no século XVI), escreveu, na sua obra Íslendingabók (“História da Islândia”), que Ingólfur Arnarson desembarcou em Reykjavik por volta do ano 870. Muitos se lhe seguiram, entre os quais Erik Thorvaldsson (Erik, o “Vermelho”), pai do grande Leif Erikson, descobridor da América, que terá nascido na Islândia por volta do ano 970.

A população aumentou de forma constante e daí surgiu a necessidade de se encontrar um local para as pessoas se reunirem, resolverem disputas e acordarem sobre regras a respeitar. Após se realizarem algumas assembleias distritais, a primeira assembleia de toda a nação islandesa teve lugar num promontório bem localizado, com boas pastagens, lenha, água e, além disso, perto dos principais centros populacionais e das principais vias terrestres; esse promontório localiza-se aqui, em Thingvellir. Estávamos no ano de 930, e o parlamento islandês é, por isso, o mais antigo do mundo.

À entrada do Parque Nacional de Thingvellir. Aqui nasceu a Islândia.

As assembleias em Thingvellir resistiram ao período de cerca de 43 anos de lutas internas (início do século XIII), depois, a partir de 1262, ao período em que a Islândia fez parte do reino norueguês, e mais tarde, a partir de 1397, quando fez parte do reino da Dinamarca e Noruega; duraram até 1798, ano em que foram suspensas. O vale passou então por décadas de esquecimento. Mas quando o movimento independentista europeu chegou à Islândia, no início do século XIX, Thingvellir desempenhou novamente um papel relevante na sociedade, como símbolo de independência. Nesta altura a Islândia fazia parte do reino da Dinamarca, que entretanto se separara da Noruega; e foi o rei dinamarquês Kristian VIII quem, em 1843, autorizou que os islandeses se voltassem a reunir em assembleia, ainda que sem poderes legislativos. Esta veio a realizar-se em Reykjavik, no ano de 1845. Mas, três anos depois, em 1848, realizar-se-ia de novo uma assembleia no velhinho promontório de Thingvellir, com 19 delegados, os quais redigiram uma petição ao rei, solicitando que este proporcionasse aos islandeses uma assembleia com os mesmos direitos dos súbditos dinamarqueses.

O nosso carro islandês. Económico e fácil de identificar.

Em 1874 foi realizado em Thingvellir um festival para comemorar os mil anos de assentamento na Islândia. Nesta ocasião, o rei Kristian IX concedeu aos islandeses a sua primeira constituição, garantindo ao parlamento poderes legislativos e financeiros, ainda que limitados. Finalmente, a sucessão de grandes acontecimentos em Thingvellir culminou, em 17 de junho de 1944, com a fundação da república islandesa, precisamente no dia de um dos seus heróis nacionais, Jón Sigurosson. Apesar da chuva e do vento, ninguém entre o grande número de islandeses presentes abandonou o local, pois este foi o dia mais importante da história da Islândia.

Thingvellir, porém, não é interessante apenas pela sua rica história. Este vale é também extraordinário do ponto de vista natural. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual de duas placas, que se distanciam em média dois centímetros uma da outra a cada ano que passa. E que placas são essas? Simplesmente, as placas tectónicas da América e da Eurásia, que aqui quase se tocam, pois a Islândia fica localizada na dorsal média atlântica do Atlântico norte, cujo rift cruza toda a Islândia e é particularmente visível em Thingvellir.

Fla tenta afastar mais depressa a América do Norte da Eurásia.

O afastamento das placas provoca uma tensão que é aliviada por fortes terramotos periódicos, com um intervalo de cerca de dez anos. Estes terramotos provocam grandes fendas, sendo uma das mais famosas a chamada Silfra, uma fenda subaquática, que muitos curiosos e aventureiros visitam, praticando snorkelling ou mergulho. Por tudo isto, é quase impensável visitar a Islândia sem passar por Thingvellir, até porque o parque dista do centro de Reykjavik uns meros 47 quilómetros.

E se retomarmos a viagem no mesmo sentido, chegaremos, 70 quilómetros depois, a Gullfoss, a dupla cascata mais famosa da ilha. Em 1875, Sigrídur Tómasdóttir e suas irmãs, filhas do proprietário daquelas terras, abriu o primeiro caminho de acesso à cascata, e foi assim que esta foi ficando cada vez mais conhecida. Na década de 1920, um grupo de investidores estrangeiros queria ali construir uma barragem, tendo obtido a respetiva autorização do governo islandês. No entanto, o pai de Sigrídur opôs-se e esta decidiu caminhar descalça até Reykjavik (mais de 100 quilómetros) para protestar junto do Governo, e ameaçando cometer suicídio na própria cascata, caso o projeto fosse em frente. Acabou por ver os seus intentos satisfeitos, e Gullfoss permaneceu intacta até hoje, ganhando o estatuto de Reserva Natural em 1979. Desde essa data encontra-se em Gullfoss uma escultura de Sigrídur Tómasdóttir.

As cataratas de Gullfoss. A água corre profusamente em muitos pontos da Islândia.

Muito perto de Gullfoss fica o último ponto do Círculo Dourado – Haukadalur – uma vale geotérmico onde podemos ver vários geysers, um deles chamado propriamente Geysir, do qual resultou a palavra “geyser” que atribuímos a este tipo de fenómeno geotérmico. Além dos geysers encontramos em Haukadalur fontes termais, lagos de lama fervente e fumarolas. A área envolvente é muito bonita devido à coloração das montanhas, a qual resulta dos elementos que, das profundezas da terra, são trazidos à superfície pela atividade geotérmica. É recomendável visitar Haukadalur no Inverno, quando a escassa luz do dia confere extraordinários tons de laranja e rosa ao vapor lançado no ar pelos geysers, que não se conseguem ver no Verão.

Da mesma forma, se se quiser observar plenamente as espetaculares auroras boreais, não se deve visitar a Islândia (ou outro país qualquer com território próximo do polo) durante o Verão. A melhor altura para vê-las é entre Setembro e Março. Aliás, todo o esplendor da natureza na Islândia fica mais patente durante o Inverno, quando a noite cobre mais de vinte horas do dia e a corrente quente do golfo ameniza os invernos islandeses. A única vantagem de visitar a Islândia durante o Verão, como foi o nosso caso, é a maior mobilidade que o tempo nesta estação permite, pois há muito mais estradas transitáveis, sem neve e sem gelo.

“Geysir” deriva do verbo islandês “geysa”, (que quer dizer “jorrar”) e deu origem à palavra inglesa “geyser”, a qual adotamos quando nos queremos referir a uma fonte de água termal que jorra periodicamente, como é o caso do verdadeiro geyser e também, por extensão, a jatos de água artificiais que por vezes vemos em certos locais das nossas vilas ou cidades.

Tivemos oportunidade de visitar ainda, agora na parte sudoeste da ilha, abaixo de Reykjavik, a reserva natural de Reykjanesfolkvangur, o lago de Kleifarvatn, alimentado por água que vem diretamente do subsolo, e o campo geotérmico de Krysuvik. Não muito longe fica a Lagoa Azul, uma zona termal muito famosa, assim chamada por causa da forma como a sílica (dióxido de silício), o elemento mais presente na lagoa, reflete a luz visível. Este composto mineral (silício e oxigénio) fica suspenso na água e reflete apenas os comprimentos de onda azuis da luz; as restantes cores são absorvidas, e é por isso que a lagoa é azul. É bastante curioso que esta lagoa se formou a partir das águas de escoamento de uma das cinco fábricas geotérmicas do país. Os engenheiros pensavam que a água vazaria pela lava e voltaria aos aquíferos vulcânicos da terra; porém, devido à alta concentração de sílica, a drenagem esperada não ocorreu e antes um belo volume de água tomou forma.

Lagoa Azul.

A partir dos anos oitenta do século passado, os habitantes locais começaram a banhar-se nas águas da lagoa, cuja temperatura era mais que agradável (37º-39º). Pouco depois foram descobertas propriedades terapêuticas na lagoa e esta transformou-se num foco de intensa pesquisa científica, dando origem, em 1992, à Blue Lagoon Limited, uma empresa dedicada à pesquisa dos elementos primários da sua água: sílica, algas e minerais. Em 1995 comprovaram-se os benefícios para a saúde das águas da lagoa, o que impulsionou a inauguração, em 1999, de um moderno spa e, em 2005, de um hotel-clínica para o tratamento da psoríase. Finalmente, em 2018, a BLL inaugurou um luxuoso resort geotérmico, que integra um hotel de luxo, um spa subterrâneo e um restaurante temático, onde se reinventa a tradição culinária da Islândia.

A energia geotérmica começou a ser utilizada em larga escala a partir dos anos setenta do século XX e é muito importante para os islandeses, pois 95% das suas casas são alimentadas por este tipo de energia. O vapor e a água dos vulcões são canalizados para as fábricas e estas produzem a eletricidade e a água quente que a comunidade necessita.

Tivemos ainda tempo, durante a nossa estadia nesta bela ilha, de visitar duas pequenas e simpáticas cidades do norte – Isafjordur e Akureyri. Esta, com menos de 20 mil habitantes, é a sede do quarto município mais populoso da Islândia e é considerada a “capital do norte”. São cidades setentrionais, ambas rodeadas de montanhas nevadas, onde a vida é muito diversa daquela que observamos nas típicas cidades europeias.

Junto ao Museu Marítimo de Isafjordur.

Isafjordur percorre-se a pé de uma ponta à outra em menos de meia-hora. Aqui as principais atrações são a Casa de Cultura, o pequeno porto de pesca, as simpáticas casas de madeira (no parapeito de janela de uma delas vimos um pequeno galo de Barcelos!) e o Museu Marítimo, assim designado nos livros de viagens, mas cujo nome verdadeiro (em inglês) é Westjjords Heritage Museum. Este museu oferece uma visão única da rica história marítima e da cultura desta região.

Já em Akureyri, há mais para ver, uma vez que esta cidade, apesar de pequena, é muito maior que Isafjordur; é mesmo a maior cidade fora do sudoeste finlandês. Aqui podemos visitar, entre outros, o Museu de História Natural, o belo e singular jardim botânico, a igreja luterana que, situada no topo de uma colina, domina todo o burgo, o bairro antigo, a casa do escritor de literatura infantil Jón Sveinsson e o centro da cidade, com o seu comércio, onde sempre se pode comprar algum souvenir. Nós comprámos um livro (traduzido para inglês) do grande escritor islandês Halldór Laxness – World Light.

No jardim botânico de Akureyri, a apenas 100 quilómetros do Círculo Polar Ártico.

“Luz do Mundo”, um título que poderia ser o da nossa viagem. Enquanto aqui estivemos não vimos noite verdadeira. E, ao contrário do que geralmente se pensa, no Inverno não ocorre o oposto. Em dezembro ou janeiro, há realmente poucas horas de luz natural e o sol, tal como no Verão, demora imenso tempo a desaparecer no horizonte. Mas o grau de escuridão durante o Inverno depende muito da neve que cobre as superfícies. A neve reflete a luz e amplifica-a. E neve é algo que não falta por aqui.

Regressámos da Islândia com a cabeça cheia de recordações futuras. Sim, estas ilhas são mesmo inesquecíveis.

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Contactos importantes para quem viaja na Islândia:

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Fontes:

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