Os liberais

Alguns liberais famosos: Mises, Hayek, Smith, Kant, Popper e Llosa. (montagem nossa a partir de imagens retiradas da Wikipédia).

Quem foram os maiores inimigos da realeza e da Igreja, no tempo em que alguns homens (e também algumas mulheres) lutavam pela separação de poderes? Quem foram os inimigos dos absolutistas em Portugal e na Europa? Quem foram os representantes e símbolo da burguesia mercantil que Marx tanto detestava? Quem uniu, na Alemanha, socialistas, conservadores e nacionalistas num ódio-comum que viria a culminar na criação do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores, mais conhecido por Partido Nazi (Partido Nazista, para os amigos brasileiros)? Quem era o alvo a abater, em Itália, pelo Partido Nacional Fascista, de Mussolini, com o apoio da Igreja? Quais são os regimes que o assassino Putin abomina e procura armadilhar? E já agora, quem são, apesar de tão poucos ainda, os arqui-inimigos de Francisco Louçã, Ricardo Paes Mamede, João Teixeira Lopes e outros elementos das Esquerda e Direita sectárias, hoje, em Portugal?

A resposta comum a todas estas perguntas é simples: os liberais.

Por estas e outras razões de peso, é nosso dever repudiar esses abomináveis amantes da liberdade e do constitucionalismo — os detestáveis liberais.

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Ps. Algum tempo após a escrita deste pequeno artigo, deparámos com uma entrevista ao “Expresso” (12/05/2023) concedida pelo “filósofo” ultranacionalista russo, Aleksandr Dugin, alegadamente, mentor de Putin, e, adivinhem, quem são os seres mais detestáveis para este original cultor, simultaneamente, da Rússia, do eurasianismo e da multipolaridade? Esses mesmos, claro, os liberais! Sensivelmente na mesma altura (abril de 2023), Boaventura de Sousa Santos, acusado de assédio sexual por várias mulheres, disse o seguinte: “O objetivo é lançar lama sobre quem se distingue e luta por um mundo melhor. O neoliberalismo está a roubar a alma da solidariedade e da coesão social e a criar subjetividades que canalizam os seus ressentimentos para acusações de que sabem não poder haver contraditório eficaz”.

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Autor: Jorge Costa

Fez percursos académicos nas áreas das Filosofia, Comunicação Social, Economia, Gestão dos Transportes Marítimos e Gestão Portuária, e estuda outras disciplinas científicas. Interessa-se igualmente por Arte, nas suas diversas manifestações, e também por viagens. Gosta de jogar xadrez. O seu autor preferido, desde que se lembra, é Karl Popper. Viveu em locais diversos, sobretudo em Portugal e no Brasil, pelo que se considera um cidadão do mundo. Atualmente vive em Cabanas, no Sotavento algarvio. Gosta de revisitar, sempre que pode, a bela cidade de Lisboa e, nela, o bairro onde nasceu, Alfama, o mais popular da capital, de traça árabe, debruçado sobre o Tejo — esse rio mítico, imortalizado por Camões e Pessoa, poetas maiores da Língua Portuguesa. Não é, porém, um bairrista, característica que deplora, a par dos clubismo, partidarismo e nacionalismo. Ama a Liberdade.