Ilha de Reunião

A zona costeira ocidental, entre St Paul e St Louis, onde se encontram as melhores praias da ilha, vista do Piton Maïdo, 2190 metros acima do nível do mar.

É uma das ilhas mais fascinantes do planeta. Belíssimas praias, altas montanhas, cascatas, vulcões ativos ou extintos, lagoas, paisagens deslumbrantes, e infraestruturas modernas. Sim, porque Reunião é uma das 18 regiões francesas e, simultaneamente, um departamento ultramarino de um dos países mais desenvolvidos do mundo, a França1. A excelente qualidade de vida nesta generosa ilha de 2512 quadrados (a maior do arquipélago de Mascarenhas) é manifesta, imediatamente reconhecível, mal pisamos a terra de Reunião 2. O clima é agradável, com uma temperatura amena durante todo o ano (excetuando, claro, as zonas montanhosas) e o PIB per capita é o maior de África. Os serviços oferecidos aos cidadãos, embora numa região remota, estão ao nível do primeiro mundo. Quem não gostaria de viver aqui?

Saline-les-Bains, praia magnífica, protegida por um recife de coral.

Infelizmente, a nossa estadia em Reunião foi demasiado curta. Porém, maravilhosa. Começámos por subir, no nosso carro alugado, até ao Maïdo, um pico vulcânico considerado a “varanda de Reunião”. A vista é realmente deslumbrante, abarcando todo o Cirque de Mafate – o coração de um vulcão extinto – e para lá deste, grande parte da zona costeira ocidental, as suas magníficas praias e o mar, que se funde no horizonte com o céu azul. O Cirque de Mafate é uma zona propícia a caminhadas e os percursos pedestres, não apenas aqui mas um pouco por toda a ilha, são incontáveis. Nós próprios nos aventuramos por um caminho de tamarindos, logo abaixo do Maïdo. aonde muitas famílias vão passear e fazer piqueniques3. Toda esta zona faz parte do Parque Nacional de Reunião4, considerado Património Mundial pela UNESCO.

Praias de areia branca, salpicada por folhas que caem das árvores que nos oferecem sombra natural.

Depois, fomos descendo a montanha, por estradas secundárias, até à costa. Dos socalcos da montanha as vistas multiplicam-se, os pequenos aglomerados e as praias vão ficando cada vez maiores. As nuvens, que há pouco estavam abaixo de nós, vão ficando cada vez mais altas, até que chegamos à praia. O mar ganhou um incrível tom, azul turquesa. Claro que tivemos de prová-lo. A praia de Saline-les-Bains, em forma de lagoa devido à barreira de coral, é calma, segura e incrivelmente bonita5.

Uma hora depois abandonámos Saline-les-Bains, rumo ao conjunto de cascatas conhecido por Basin des Egrets, no distrito de Saint Paul. Separadas por poucas centenas de metros, é possível visitar as três principais cascatas através de caminhos estreitos e luxuriantes, ouvindo o som das quedas de água. O nosso dia aproximava-se do fim, bem como a nossa visita à ilha de Reunião, um dos territórios mais fascinantes que tivemos o privilégio de conhecer. Um dia, quem sabe, voltaremos.

Uma das cascatas e um dos lagos de Basin des Egrets.

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Notas:

1 Reunião acompanha Martinica, Guadalupe, Guiana Francesa, Mayote, Nova Caledónia, Polinésia Francesa, São Bartolomeu, São Martinho, São Pedro e Miquelão, as Terras Francesas Meridionais e Antárticas e as ilhas Wallis e Futuna, que também têm o estatuto de territórios ultramarinos de França.

2 O IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Reunião é considerado “muito alto” no último Relatório de Desenvolvimento Humano do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

3 O Sentier de la Tamarinaie, como é conhecido em Reunião, tem o comprimento de 2.500 metros.

4 O Parque Nacional de Reunião abrange uma área de 105.000 hectares, que correspondem a cerca de 42% do território da ilha.

5 Esta zona costeira entre Saint Paul e Saint Pierre, na parte ocidental da ilha, é onde se encontram as melhores praias. Para lá de Saline-les-Bains, também Boucan Canon, Roches Noires, l’Hermitage, L’Etang-Salé, Saint-Leu e Saint Pierre.

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