Popper e Llosa

Mario Vargas Llosa, premiado com o Nobel da Literatura de 2010, foi convidado para vir a Lisboa, em outubro de 2016, e encerrar um ciclo de oito conferências dedicadas ao tema “Que Democracia?”, organizado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos. Apesar desta conferência ter quase quatro anos, o seu tema é atual. Decidimos publicá-la na íntegra, porque a influência da filosofia política de Karl Popper, que aliás não é escondida, antes salientada, no discurso de Llosa é notável. Esta charla pode mesmo constituir uma boa introdução ao pensamento político de Popper para um(a) iniciado(a). A frase final, por exemplo, não poderia ser mais popperiana: “O mundo anda muito mal, mas pela primeira vez depende de nós que ande melhor”.1

Mario Vargas Llosa, um popperiano assumido.

Nota:

1 No seu mais recente livro, Mario Vargas Llosa refere, além de Popper, outros autores que influenciaram o seu pensamento. São eles, por ordem de apresentação: Adam Smith, José Ortega e Gasset, Friedrich August von Kayek, Raymond Aron, Sir Isaiah Berlin e Jean-François Revel.

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A nossa edição:

O Apelo da Tribo, Mario Vargas Llosa, Quetzal, Lisboa, 2019.

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