
Quem foram os maiores inimigos da realeza e da Igreja, no tempo em que alguns homens (e também algumas mulheres) lutavam pela separação de poderes? Quem foram os inimigos dos absolutistas em Portugal e na Europa? Quem foram os representantes e símbolo da burguesia mercantil que Marx tanto detestava? Quem uniu, na Alemanha, socialistas, conservadores e nacionalistas num ódio-comum que viria a culminar na criação do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores, mais conhecido por Partido Nazi (Partido Nazista, para os amigos brasileiros)? Quem era o alvo a abater, em Itália, pelo Partido Nacional Fascista, de Mussolini, com o apoio da Igreja? Quais são os regimes que o assassino Putin abomina e procura armadilhar? E já agora, quem são, apesar de tão poucos ainda, os arqui-inimigos de Francisco Louçã, Ricardo Paes Mamede, João Teixeira Lopes e outros elementos das Esquerda e Direita sectárias, hoje, em Portugal?
A resposta comum a todas estas perguntas é simples: os liberais.
Por estas e outras razões de peso, é nosso dever repudiar esses abomináveis amantes da liberdade e do constitucionalismo — os detestáveis liberais.
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Ps. Algum tempo após a escrita deste pequeno artigo, deparámos com uma entrevista ao “Expresso” (12/05/2023) concedida pelo “filósofo” ultranacionalista russo, Aleksandr Dugin, alegadamente, mentor de Putin, e, adivinhem, quem são os seres mais detestáveis para este original cultor, simultaneamente, da Rússia, do eurasianismo e da multipolaridade? Esses mesmos, claro, os liberais! Sensivelmente na mesma altura (abril de 2023), Boaventura de Sousa Santos, acusado de assédio sexual por várias mulheres, disse o seguinte: “O objetivo é lançar lama sobre quem se distingue e luta por um mundo melhor. O neoliberalismo está a roubar a alma da solidariedade e da coesão social e a criar subjetividades que canalizam os seus ressentimentos para acusações de que sabem não poder haver contraditório eficaz”.
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